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A busca pelo sentido

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Na busca pela autorrealização, encontrar um sentido de vida parece ainda mais importante do que outras conquistas tradicionalmente aclamadas pela sociedade.

As grandes buscas tradicionais

Na terminologia comum, a ‘busca pela felicidade’ soa como algo vago, que exclui o aprendizado e o crescimento também através de situações dolorosas.

O ideal da ‘conquista do sucesso’, por sua vez, falha em denunciar a fragilidade de uma autorrealização baseada em posses materiais e reconhecimento alheio.

Igualmente, a procura por um ‘par perfeito’ tornou-se para muitos uma fuga fantasiosa que guarda pouca relação com a riqueza real de se construir um relacionamento através do exercício do altruísmo e da escolha consciente e diária de se harmonizar com alguém.

Uma vida com sentido pode ser encontrada mesmo na aparente ausência desses três ‘primos’ mais famosos. 

A conexão com a natureza, a sensação de crescimento pessoal pela superação de dificuldades, o desapego das aparências, a dedicação íntegra a um ideal, a experiência de cuidar de alguém: eis alguns exemplos de vivências humanas que, apesar de menos midiáticas, podem sim trazer o gosto real de uma vida com sentido.

A energia do sentido

A experiência do sentido faz fluírem plenamente as energias da realização.

As pessoas que trilham uma vida com sentido se sentem fortes e centradas nos mais diferentes e desafiadores contextos. Há um manancial de força vital que as impulsiona de forma serena e constante. Muitas vezes, é como se algo nelas estivesse aceso: vistas de fora, parecem emanar alguma luz, e por dentro, sentem-se animadas por uma plácida incandescência.

A presença de alguém animado pela força do sentido movimenta invisivelmente as energias dos ambientes e das outras pessoas, que acabam sendo impulsionadas também a buscarem a sua autorrealização.

O sentido de cada vida, porém, só pode ser determinado por aquele que a vive. O caminho individual da autorrealização terá tantas cores e matizes quantos seres humanos houverem, e por isso, o caminho da descoberta do sentido não pode ser imposto desde fora. A trilha de uma pessoa não será idêntica – embora possa ser semelhante – a de mais ninguém.

A voz do coração

No processo de descoberta do sentido da própria vida, o mais importante é saber deixar falar a voz do próprio coração. Num mundo ruidoso, cheio de valores distorcidos e estímulos que rebaixam o nível de consciência, ouvir a voz do coração requer um esforço ativo e cotidiano.

Gosto muito de um ensinamento que diz que enquanto o nosso ego fala alto e quer impor de forma agressiva a realização dos seus desejos egoístas e pouco nobres, a voz do coração é bem mais sutil. É a voz da nossa natureza divina, que fala baixinho e nada impõe. Ela fala de vida e de luz; de crescimento, equanimidade, harmonia, fraternidade e paz.

A voz do coração é delicada. Ela só pode ser ouvida no silêncio da interiorização, quando o ego emudece para que possam surgir as respostas mais importantes. Quem se permite escutá-la descobre dentro de si avenidas luminosas que conduzem a uma vida plena de sentido.