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Trabalhando a ansiedade

Pedras Zen

A ansiedade é considerada a desordem emocional mais comum hoje no mundo. Figurando no topo das estatísticas atuais ao lado da depressão, os quadros ansiosos afetam cerca de 7% da população mundial – mais de 500 milhões de pessoas -, em todos os continentes.

Sintomas comuns de ansiedade incluem dificuldade para dormir, tensão muscular, suor frio, falta de ar, palpitações, agitação, tremor, boca seca, náusea, tontura, pensamentos ruminantes e preocupações excessivas. Quando escalada a níveis mais intensos, a ansiedade pode se transformar em fobias e pânico.

O que é a ansiedade, afinal?

A ansiedade pode ser descrita como uma experiência autocriada de medo com foco em algum evento futuro imaginado ou antecipado pela mente. Ela pode ter relação com vivências traumáticas passadas, mas em todo caso, o estado ansioso sempre começa na mente.

Em doses saudáveis, a ansiedade excita o organismo para capacitá-lo a enfrentar situações desafiadoras comuns da vida. Ela pode aumentar em um período próximo a uma prova ou perto do dia em que um importante projeto será executado, por exemplo, levando a pessoa a antecipar as possíveis soluções. Mas a ansiedade passa a ser um problema quando começa a sair do controle de quem a sente, gerando diversos efeitos paralisantes que debilitam a própria habilidade de contornar os desafios.

Quando entramos em um estado negativo de ansiedade, vemo-nos desconectados da experiência presente. Ficamos mentalmente presos a um futuro ruim imaginado. Como nosso corpo reage bioquimicamente aos medos imaginados da mesma forma que às ameaças concretas e imediatas, a prisão mental da ansiedade nos faz vivenciar de forma real, no aqui e agora, o medo daquilo que antecipamos.

Prisão mental individual e coletiva

Nosso modo de vida moderno contribui largamente para que a ansiedade seja hoje tão comum. Enquanto nos meios urbanos vivemos uma cacofonia de estímulos sensoriais acelerados e caóticos, existe na sociedade uma narrativa da conquista do sucesso, do excesso de trabalho, da pressa e do acúmulo de bens, títulos e prestígio. Todas essas exigências psicológicas pesam sobre o psiquismo coletivo, e é necessário um esforço consciente para percebê-las e frear a sua atuação dentro de si.

Além disso, num mundo que valoriza excessivamente a razão, é importante perceber que somos muito mais do que o intelecto. Somos um ser integral composto de corpo, emoções, pensamentos, energia e consciência.

O poder da ansiedade está na esfera dos pensamentos que antecipam um mal futuro. Por isso, as estratégias mais eficazes para controlá-la são aquelas que retiram o foco da mente analítica e abrem espaço para a apreciação do corpo, das sensações, das emoções e do aqui e agora.

Estratégias saudáveis para combater a ansiedade

Exercícios físicos, técnicas de relaxamento com músicas adequadas, visualizações criativas, respirações profundas e aumento da consciência corporal e energética aparecem frequentemente entre as dicas de combate à ansiedade. Abaixo podemos resumir algumas delas:

Desacelere. Realize pausas periódicas e preventivas ao longo do dia para desacelerar os pensamentos e concentrar-se no aqui e agora. Inclua nisso perceber todos os detalhes, cores, sons, cheiros, do ambiente em que se encontra.

Respiração. Realize algumas respirações profundas, exercitando a consciência da existência do seu corpo aqui e agora, para além dos pensamentos.

Música. Escute sempre que possível músicas tranquilizadoras, que induzem estados mais serenos e relaxados.

Visualização. De olhos fechados, faça a visualização de lugares que considera tranquilos, evocando todas as sensações agradáveis associadas que puder. Para quem gosta de florestas, por exemplo, pode imaginar o barulho do balançar das folhas pelo vento, o frescor do ar rarefeito no próprio rosto, a incidência dos raios de sol por entre a folhagem, o barulho de um animal andando nas folhas secas, os variados tons da vegetação, o canto dos pássaros, etc. Quanto mais sensações agradáveis conseguir evocar, melhor.

Terapias. Realize tratamentos com terapias complementares, energéticas e espirituais como Acupuntura, Massoterapia, Ayurveda, Florais de Bach e outros.

Exercício físico. Inclua em sua rotina semanal atividades físicas em geral adequadas à sua condição. São benéficas tanto as atividades que simplesmente colocam o corpo em movimento (caminhada, corrida, bicicleta, natação, etc.) quanto aquelas que agregam ao exercício corporal valores de consciência e de controle mental e emocional mais sutil (artes marciais, Yoga, etc.).

Alimentação. Tenha uma alimentação adequada, evitando o excesso de substâncias como cafeína e álcool. O tabaco, apesar de provocar alívio temporário, não resolve as causas da ansiedade e ainda prejudica muito a saúde geral do organismo.

Descanso. Estabeleça uma rotina para o corpo que inclua exercício físico, sono e repouso suficientes.

Natureza. Exponha-se sempre que possível aos elementos puros da natureza (luz solar, água corrente, ar puro, florestas, terra). Se isso não estiver ao seu alcance, demore-se na apreciação das coisas pequenas como um vaso de flor, as nuvens correndo no céu, os raios de sol entrando pela janela.

Vida. Medite sobre a vida que pulsa ritmicamente na natureza, inclusive no seu próprio corpo físico.

Autoconhecimento. Exercite o autoconhecimento através de terapias, auto ajuda, espiritualidade. Aceite suas emoções negativas. Além da psicoterapia, técnicas como manter um registro de pensamentos e emoções podem ajudar você a se conhecer e se entender melhor.

Pessoas. Mantenha relacionamentos positivos em sua vida e apoie-se nas pessoas de confiança para atravessar os momentos difíceis.

Alegria. Inclua no seu dia a dia as atividades que lhe dão prazer e alegria, o máximo que puder, sempre.