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O valor dos relacionamentos reais

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É em nosso íntimo que nos revelamos. Por isso, a forma com que tratamos aqueles que convivem conosco diariamente é a marca real do nosso caráter. É mais fácil ser alguém legal nas relações sociais constritas e esporádicas do que na espontaneidade e na intimidade do dia a dia.

O outro como espelho

Nossa espontaneidade é cheia de defeitos que por orgulho e vaidade nos recusamos a reconhecer.

À exceção dos casos de relações abusivas, em que as percepções são propositalmente distorcidas com a finalidade de exercer poder sobre alguém, aqueles que convivem diariamente conosco são os que estão melhor posicionados para emitir uma avaliação justa do tipo de pessoa que somos.

Incluídos nessa avaliação estão os nossos pontos fortes e também as áreas onde estamos falhando.

É verdade que nem sempre as queixas a nosso respeito conseguem ser comunicadas com tato e assertividade. Ainda assim, vale a pena lutar contra a defensividade quase automática que surge nessas horas e escutá-las com atenção, meditando acerca da verdade que podem conter.

Para além da dor que infligem ao nosso ego, a aspereza das diferenças e os toques críticos que recebemos dos nossos próximos e amados costumam ser um valioso mapa para identificar as coisas que precisamos melhorar em nós mesmos.

A riqueza de se relacionar

Para sobreviver com saúde, um relacionamento íntimo precisa ser alicerçado pelo hábito do autoconhecimento e pela prática da compaixão.

É sinal de maturidade valorizar as relações íntimas reais e não temer entregar-se a elas. Até porque é justamente através da conexão verdadeira com alguém que podemos experimentar algumas das maiores alegrias de ser humano: a amizade profunda, a compreensão recíproca, o amparo nos momentos difíceis e o enriquecimento dos potenciais mútuos.


Dr. Edward Bach, um médico da alma

Mount Vernon

Imagem: Mount Vernon, sede do Bach Centre (Oxfordshire, Inglaterra)

Dr. Edward Bach (1886-1936) foi um médico, bacteriologista, pesquisador homeopata e escritor Inglês que iniciou sua carreira exercendo a medicina tradicional, atendendo pacientes em consultório e pesquisando vacinas.

No ano de 1917, numa ocasião em que atendia soldados feridos retornados da França, Dr. Bach teve um colapso e, após passar por delicada cirurgia, foi diagnosticado com grave câncer abdominal e informado de que não viveria mais do que três meses. Impelido por um senso de urgência, retomou suas pesquisas laboratoriais assim que deixou o hospital, desejando aproveitar o pouco tempo de vida para continuar a fazer descobertas úteis.

Percebeu, ao final dos três meses, que sentia-se mais plenamente saudável e disposto do que nunca, e atribuiu a improvável melhora ao senso de propósito que obtinha com o seu trabalho. Teria ainda pela frente muitos anos de uma vida produtiva e dedicada às artes da cura.

A busca por uma medicina holística

Apesar do sucesso com a pesquisa de vacinas, Dr. Bach estava insatisfeito com a visão parcial e fragmentada da medicina tradicional, que se concentrava apenas na doença e deixava de olhar a pessoa como um todo. Talvez já aspirando a uma medicina mais holística aceitou em 1919 um convite para trabalhar no Royal London Homoeopathic Hospital, onde desenvolveu uma série de sete nosodos homeopáticos que lhe renderam amplo reconhecimento dos pares.

Com o passar dos anos, Dr. Bach continuava a ver as limitações de se manter um foco em sintomas físicos, doenças e bactérias. Estava convencido de que era possível encontrar na natureza – especialmente nas flores, as partes mais desenvolvidas de uma planta – remédios mais puros e gentis que atuassem de forma holística na saúde humana.

Em 1930, entusiasmado com descobertas de pesquisas e com constatações da prática clínica, decidiu abandonar seu lucrativo consultório no centro de Londres e mudar-se para o interior, para se dedicar integralmente ao desenvolvimento deste novo sistema de cura denominado Florais de Bach. Ao mesmo tempo em que abandonava a prática tradicional da medicina, deixava para trás também o método científico reducionista e laboratorial, passando a confiar cada vez mais em sua própria intuição e dom natural de curador.

A descoberta do “Rescue Remedy”

No inverno de 1933, época em que vivia em uma casa próxima ao mar na cidade costeira de Cromer, na Inglaterra, o Dr. Bach presenciou um grave acidente marítimo em que uma das vítimas resgatadas se encontrava à beira da morte por afogamento e congelamento.

Assim que testemunhou a situação, Dr. Bach adentrou sua residência, que era vizinha ao local, e rapidamente misturou um preparado com cinco de suas essências florais em desenvolvimento. Contam as testemunhas que tão logo recebeu o preparado floral, antes mesmo de ser envolvido por cobertores quentes, o homem naufragado recobrou a consciência, sentando-se e pedindo um cigarro.

Naufrágio e flores do Rescue Remedy

As essências deste preparado histórico – Star of Bethlehem, Clematis, Cherry Plum, Impatiens e Rock Rose – viriam a compor aquela que continua sendo a mais famosa e utilizada fórmula floral no mundo todo, indicada para situações de crise, conhecida por seus nomes comerciais como Rescue Remedy® e 5Flower®, entre outros.

O sistema dos Florais de Bach

Após anos testando diferentes plantas, preparando remédios a partir das mesmas e observando os efeitos em pacientes e em si, descobriu 38 delas que atuavam de forma eficaz para equilibrar emoções e estados mentais negativos específicos. Estes 38 remédios florais compõem o sistema final proposto pelo Dr. Bach, anunciado no ano de 1934 e consolidado na obra Os Doze Curadores e Outros Remédios.

Dois anos após o anúncio do sistema completo, Dr. Bach desencarnou durante o sono aos 50 anos de idade, tendo sobrevivido por quase 20 anos após o prognóstico que recebera em 1917. Além de ter sido um exemplo de transformação pessoal através da espiritualidade natural, Dr. Bach deixou como legado para a humanidade um sistema de cura pela natureza amplamente usado e reconhecido ao redor do mundo.

O sistema dos florais de Bach preza pelos princípios da naturalidade, da simplicidade, do autocuidado, da visão integral do ser humano e da abertura da informação, para que cada pessoa possa, de fato, aprender a curar a si mesma.

Fontes:
The Medical Discoveries of Edward Bach Physician (Nora Weeks. Vermilion: London, 2004)
Website do The Bach Centre (www.bachcentre.org)
Wikipedia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Bach)
Artigos do site Creature Comforters (http://www.creaturecomforters.org/articles–dr-bach.html)
Material didático da formação oficial de practitioners do Bach Centre.