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O valor dos relacionamentos reais

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É em nosso íntimo que nos revelamos. Por isso, a forma com que tratamos aqueles que convivem conosco diariamente é a marca real do nosso caráter. É mais fácil ser alguém legal nas relações sociais constritas e esporádicas do que na espontaneidade e na intimidade do dia a dia.

O outro como espelho

Nossa espontaneidade é cheia de defeitos que por orgulho e vaidade nos recusamos a reconhecer.

À exceção dos casos de relações abusivas, em que as percepções são propositalmente distorcidas com a finalidade de exercer poder sobre alguém, aqueles que convivem diariamente conosco são os que estão melhor posicionados para emitir uma avaliação justa do tipo de pessoa que somos.

Incluídos nessa avaliação estão os nossos pontos fortes e também as áreas onde estamos falhando.

É verdade que nem sempre as queixas a nosso respeito conseguem ser comunicadas com tato e assertividade. Ainda assim, vale a pena lutar contra a defensividade quase automática que surge nessas horas e escutá-las com atenção, meditando acerca da verdade que podem conter.

Para além da dor que infligem ao nosso ego, a aspereza das diferenças e os toques críticos que recebemos dos nossos próximos e amados costumam ser um valioso mapa para identificar as coisas que precisamos melhorar em nós mesmos.

A riqueza de se relacionar

Para sobreviver com saúde, um relacionamento íntimo precisa ser alicerçado pelo hábito do autoconhecimento e pela prática da compaixão.

É sinal de maturidade valorizar as relações íntimas reais e não temer entregar-se a elas. Até porque é justamente através da conexão verdadeira com alguém que podemos experimentar algumas das maiores alegrias de ser humano: a amizade profunda, a compreensão recíproca, o amparo nos momentos difíceis e o enriquecimento dos potenciais mútuos.