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A autoestima é do Ser, a vaidade é do ter

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Tenho percebido em meu trabalho que um dos ingredientes mais importantes para se conseguir boas transformações pessoais é o fortalecimento da autoestima.

A autoestima é o resultado de uma harmonia entre os nossos valores íntimos, aqueles que adquirimos ao longo da nossa formação de caráter, e a nossa forma de ser. Assim, uma pessoa com boa autoestima é aquela que ajusta a sua vida, a sua forma de ser, àqueles valores que considera mais importantes. Ao realizar na vida ações que estão de acordo com os seus valores íntimos, a pessoa desenvolve um senso de bem estar, um contentamento interno que é fonte de grande força para enfrentar as adversidades.

A autoestima não deve ser confundida com a vaidade. A vaidade é uma satisfação superficial e efêmera que se consegue a partir da admiração dos outros. Carros, roupas, dinheiro, aparência física, títulos, símbolos de status e posses em geral podem despertar admiração alheia e alimentar em nós a vaidade, mas ela por si não é o suficiente para cultivarmos um bem estar íntimo e duradouro. A satisfação real consigo mesmo provém apenas de uma autoestima bem desenvolvida.

Assim, compreendemos o sentido da frase “O Ser é mais importante do que o ter”. O “ter” é relativo à vaidade e se refere a algo apenas momentaneamente prazeroso, sem sustentação própria. Já O Ser é o reino da autoestima, e não precisa de testemunhas externas para se consolidar.

A autoestima, fonte real de felicidade e resiliência, depende principalmente do nosso próprio testemunho a respeito de nós mesmos, de estarmos trilhando um caminho válido, correto e que faça sentido para nós.

E como acertadamente ponderou o psiquiatra Flávio Gikovate ao final do vídeo abaixo, a autoestima não é um ponto a se atingir para nele se estagnar. A sua manutenção exige uma permanente dedicação, um constante realizar das coisas que de fato valorizamos e em que verdadeiramente acreditamos.